Introdução aos livros das Crônicas, de Esdras e de Neemias

O Antigo Testamento compreende um segundo grupo de livros históricos, que repetem em boa parte, e depois continuam a história deuteronomista, que se estende de Josué ao fim de Reis. Esse grupo é formado pelos dois livros das Crônicas, pelo de Esdras e, segundo a opinião comum, pelo de Neemias. Os dois livros das Crônicas constituíam primitivamente um só, e os livros de Esdras e de Neemias fatiam parte do mesmo conjunto, obra de um único autor. Além de encontrarmos nela o mesmo estilo e as mesmas ideias fundamentais, a repetição, no começo de Esd 1, dos versículos que encerram 2Cr 36, testemunha a unidade de composição.

Os livros das Crônicas (conforme o texto hebraico; a Bíblia grega e a Vulgata os chamam de “Paralipômenos”, isto é, livros que relatam as “coisas omitidas”, que acrescentam um complemento) são, pois, uma obra do judaísmo pós-exílico, de uma época em que o povo, privado da sua independência política, gozava ainda de certa autonomia reconhecida pelos senhores do Oriente: vivia sob a direção de seus sacerdotes, segundo as normas de sua lei religiosa. O Templo e suas cerimônias eram o centro da vida nacional. Mas este contexto legalista e ritual é vivificado por uma corrente de piedade pessoal, pelas doutrinas sapienciais, pela lembrança das glórias ou das fraquezas do passado e pela confiança nas promessas dos profetas.

O autor das Crônicas, que é levita de Jerusalém, pertence intimamente a este ambiente.

Escreve depois da época de Esdras e Neemias, sensivelmente mais tarde, pois pode combinar a seu modo as fontes que se referem a eles. O começo da época grega, antes do ano 300 a.C., parece ser a data mais verossímil. A obra recebeu a seguir algumas adições,feitas por uma ou diversas pessoas; em especial as tábuas genealógicas de 1Cr 2-9 foram aumentadas e algumas listas de nomes foram ajuntadas: provavelmente as dos partidários de Davi (1Cr 12), as dos sacerdotes e levitas (1Cr 15); e a longa adição de 23,3-27,34, que descreve o pessoal encarregado do culto e da administração no tempo de Davi.

Esses complementos, que podem ter utilizado bons documentos, se mantêm na linha de pensamento do Cronista.

Ele manifesta um grande interesse pelo Templo. O clero desempenha em sua obra papel proeminente: não apenas os sacerdotes e os levitas, segundo o espírito do Deuteronômio e dos textos sacerdotais do Pentateuco, mas as classes inferiores do clero, os porteiros e os cantores, doravante equiparados aos levitas. A santificação do clero estende-se aos leigos por sua participação nos sacrifícios de comunhão, que no Cronista reassumem sua importância de outrora. Esta comunidade santa não se restringe exclusivamente aos judeus: para além da apostasia do reino de Israel, da qual fala o menos possível, ele reencontra as Doze Tribos reunidas sob o cetro de Davi e, para além das circunstâncias presentes, espera a reunião de todos os filhos de Israel. Nem mesmo os pagãos ficam excluídos da prece do Templo. “Israel” é para ele todo o povo fiel, com o qual Deus fizera Aliança outrora, com o qual renovou esta Aliança na pessoa de Davi. Foi no tempo de Davi que melhor se realizaram as condições do reino de Deus sobre a terra, ou teocracia; é no espírito de Davi que a comunidade deve viver, com uma constante preocupação de reforma, que é um retorno às tradições, para que Deus lhe conserve seu favor e cumpra suas promessas.

O centro permanente de interesse dessa longa história é o Templo de Jerusalém e seu culto, desde os preparativos no governo de Davi até a restauração, levada a cabo pela comunidade ao voltar do Exílio.

Esses grandes pensamentos do Cronista explicam a composição da sua obra. Os primeiros capítulos (1Cr 1-9) apresentam listas genealógicas que se detêm mais longamente na tribo de Judá e na descendência de Davi, nos levitas e nos habitantes de Jerusalém. Isto serve de introdução à história de Davi, que ocupa todo o final do primeiro livro (10-29). Não se mencionam as desavenças com Saul, nem o pecado com Betsabeia, os dramas de família e as revoltas, mas a profecia de Natã é posta em relevo (17) e dá-se especial destaque às instituições religiosas: trasladação da Arca e organização do culto em Jerusalém (13; 15-16), preparativos para a construção do Templo (21-29). Davi traçou o plano, reuniu os materiais, organizou até nos pormenores as funções do clero e deixou a realização a seu filho Salomão. Na história deste (2Cr 1-9), a construção do Templo, a prece do rei no dia da dedicação e as promessas que Deus faz em resposta, ocupam a maior parte. A partir do cisma, o Cronista só se preocupa com o reino de Judá e a dinastia davídica. Os reis são julgados segundo sua fidelidade ou infidelidade aos princípios da Aliança, conforme se aproximam ou se afastam do modelo, que é Davi (2Cr 10-36). Às desordens seguem-se reformas, das quais as mais profundas são a de Ezequias e a de Josias; a este último rei sucedem-se monarcas ímpios, que precipitam o desastre, mas as Crônicas se encerram com a permissão dada por Ciro para reconstruir o Templo. Já dissemos que elas têm uma sequência nos livros de Esdras e Neemias.

Para escrever esta história, o autor serviu-se antes de tudo dos livros canônicos, Gênesis e Números para as listas do início e sobretudo dos livros de Samuel e Reis. Utiliza-os livremente, escolhe o que serve a seu intento, acrescenta e omite. Contudo, jamais cita essas fontes essenciais que podemos verificar. Por outro lado, refere-se a certo número de outras obras, “livros” dos reis de Israel ou dos reis de Israel e de Judá, um “midraxe” do livro dos Reis, “palavras” ou “visões” deste ou daquele profeta. Tais escritos nos são desconhecidos e discute-se sobre seu conteúdo e suas relações mútuas. Descreviam provavelmente os diversos reinos à luz das intervenções proféticas. É duvidoso que o Cronista lenha utilizado também tradições orais.

Já que o Cronista dispôs de fontes por nós ignoradas e que podem ser fidedignas, não há razão para suspeitar, em princípio, de tudo o que ele acrescenta aos livros canônicos que conhecemos. Cada caso deve ser examinado individualmente e pesquisas recentes absolveram o Cronista, em diversos pontos, do descrédito em que o tinham muitos exegetas. Mas há casos também em que ele fornece informações incompatíveis com o quadro traçado por Samuel ou Reis, ou modifica conscientemente o que dizem estes últimos livros. Esse proceder — que seria indesculpável num historiador moderno, cuja missão é narrar, explicando-a, a concatenação dos fatos — justifica-se pela intenção do autor: ele não é historiador, é teólogo que, à luz das experiências antigas e sobretudo da experiência davídica, apresenta as condições do reino ideal; faz confluir numa síntese o passado, o presente e o futuro: projeta na época de Davi toda a organização cultual que tem ante os olhos, omite tudo quanto poderia diminuir seu herói. Além das informações novas que contém e cuja fidelidade se pode averiguar, sua obra tem valor menos para uma reconstituição do passado do que como uma amostra da situação e das preocupações da época.

Pois ele escreve para seus contemporâneos. Lembra-lhes que a vida da nação depende de sua fidelidade a Deus e que esta fidelidade se exprime pela obediência à Lei e pela regularidade de um culto animado pela verdadeira piedade. Quer. fazer de seu povo uma comunidade santa, em cujo favor se realizarão as promessas feitas a Davi. Os homens religiosos do judaísmo contemporâneo de Cristo viverão de seu espírito, às vezes com desvios que ele não tinha previsto. Seu ensinamento sobre a primazia do espiritual e acerca do governo divino sobre todos os acontecimentos do mundo tem valor perene.

Os livros de Esdras e de Neemias formavam apenas um “livro de Esdras” na Bíblia hebraica e na Setenta. Já que a Setenta conservava o livro apócrifo grego de Esdras e colocava-o em primeiro lugar (Esdras I), o livro de Esdras-Neemias nela é chamado de Esdras II. Na época cristã, este foi dividido em dois e tal uso foi seguido pela Vulgata, na qual Esdras l = Esdras, e Esdras II = Neemias; o apócrifo grego de Esdras é aí chamado Esdras lII. A designação dos dois livros por suas personagens principais, Esdras e Neemias, é ainda mais recente; ela se insinuou nas edições impressas da Bíblia massorética.

Os livros de Esdras e de Neemias são, como dissemos, a continuação da obra do Cronista. Após os cinquenta anos do Exílio, de que não trata, ele retoma a história no momento em que o edito de Ciro, em 538 a.C., autoriza os judeus a regressarem a Jerusalém para reconstruir o Templo. Imediatamente começa o retorno, mas os trabalhos do Templo são interrompidos pela oposição dos samaritanos e só prosseguem no reinado de Dario I; o Templo fica pronto em 515. Nos cinquenta anos seguintes, os esforços para reerguer as muralhas de Jerusalém são obstaculizados pelos mesmos samaritanos (Esd 1-6). No tempo de Artaxerxes, Esdras, escriba encarregado dos negócios judaicos na corte da Pérsia, chega a Jerusalém com uma nova caravana. Vem munido de um decreto que lhe dá autoridade para impor à comunidade a Lei de Moisés, reconhecida como lei do rei. Vê-se na obrigação de tomar severas medidas contra os judeus que contraíram matrimônio com mulheres estrangeiras (Esd 7-10). Depois Neemias, copeiro de Artaxerxes, consegue do rei a missão de ir a Jerusalém para reconstruir as muralhas. A obra é rapidamente concluída, não obstante as oposições dos inimigos, e a cidade é repovoada (Ne 1,1-7,72a). Entrementes, Neemias foi nomeado governador. Esdras faz uma leitura solene da Lei, celebra-se a festa das Tendas, o povo confessa seus pecados e se compromete a observar a Lei (Ne 7,72b-10,40). Seguem-se algumas listas, certas medidas complementares e a dedicação das muralhas (11,1-13,3). Neemias, depois de ter voltado para a Pérsia, retoma para uma segunda missão, no decurso da qual deve reprimir algumas desordens que já se tinham introduzido na comunidade (Ne 13,4-31).

Vê-se, por este resumo, que se trata de livros muito importantes para a história da Restauração judaica após o Exílio. Os primeiros capítulos de Esd completam as notícias que podemos extrair dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias. Os dois livros são a única fonte de que dispomos sobre a atividade de Esdras e de Neemias. A data de sua composição é anterior à das Crônicas, mas sobretudo utilizam e citam textualmente documentos contemporâneos dos fatos: listas de repatriados ou da população de Jerusalém, atos dos reis da Pérsia, correspondência com a corte e, acima de tudo, o relatório em que Esdras presta contas de sua missão e o documento justificativo de Neemias.

Apesar dessa abundância de fontes, a exegese de Esdras e de Neemias é repleta de dificuldades, pois os documentos neles se encontram numa ordem desconcertante. A lista dos imigrantes é apresentada duas vezes (Esd 2 e Ne 7); na seção de Esd 4,6-6,18, escrita em aramaico, os acontecimentos do tempo de Dario são contados após os dos reinados de Xerxes e Artaxerxes, que no entanto se situam no meio século seguinte. Os escritos procedentes de Esdras e de Neemias foram deslocados e depois combinados juntos. Utilizando as datas precisas que aí são dadas, pode-se reconstruir o relatório de Esdras na ordem seguinte: Esd 7,1-8,36; Ne 7,72b-8,18; Esd 9,1-10,44; Ne 9,1-37.

Mas este documento foi retocado pelo Cronista, que colocou certas partes dele na terceira pessoa, e recebeu algumas adições: a lista dos culpados em Esd 10,18.20-44 e as orações de Esd 9,6-15 e Ne 9,6-37. O documento de Neemias compreende os trechos seguintes: 1-2; 3,33-7,5; 12,27-13,31. O Cronista inseriu aí um texto sobre a reconstrução das muralhas (3,1-32). A lista dos primeiros sionistas (7,6-72a) é tomada de Esd 2. O cap. 10 é outra peça dos arquivos, que sela o compromisso assumido pela comunidade quando da segunda missão de Neemias (13). O conjunto do cap. 11 é uma composição do Cronista, à qual foram acrescentadas listas da população de Jerusalém e de Judá e, no cap. 12, listas de sacerdotes e de levitas.

Nota-se que o Cronista quis proceder por uma série de visões de conjunto. Em Esd 1-6, seu objeto principal é a reconstrução do Templo no reinado de Dario: agrupou os sucessivos retornos do Cativeiro, deixou na sombra a figura de Sasabassar em proveito da de Zorobabel, formou uma espécie de dossiê antissamaritano. Na sequência dos livros, apresentou Esdras e Neemias trabalhando juntos na realização de uma mesma obra.

Essas formas de composição literária levantam sérios problemas para os historiadores. A questão mais difícil e mais discutida refere-se à cronologia de Esdras e de Neemias. Conforme a ordem do livro, Esdras chegou a Jerusalém em 458, no sétimo ano de Artaxerxes I (Esd 7,8), e Neemias veio para junto dele em 445, vigésimo ano do mesmo rei (Ne 2,1). Aí ficou doze anos (Ne 13,6), portanto até 433; voltou novamente à Pérsia por um tempo indeterminado e retomou para uma segunda estada, ainda no tempo de Artaxerxes I, que só morreu em 424. Essa ordem tradicional é mantida por bons exegetas que no entanto limitam a um ano, de acordo com as indicações precisas do próprio livro, a missão de Esdras, e afirmam que ele partiu antes da chegada de Neemias. Outros exegetas invertem essa ordem, pois lhes parece que a obra de Esdras supõe já realizada a de Neemias. As datas apresentadas na história de Esdras se refeririam não ao reinado de Artaxerxes I como as de Neemias, mas ao reinado de Artaxerxes II, e Esdras só teria chegado em 398. Enfim, aceitando que Esdras tenha vindo depois de Neemias, mas recusando reconhecer uma mudança de reinado da qual o texto nada diz, certos exegetas recentes sustentam que Esdras veio entre as duas missões de Neemias, com base numa correção textual de Esd 7,8: Esdras teria chegado não no 7° ano, mas no 37° de Artaxerxes, em 428.

Cada uma dessas soluções pode alegar bons argumentos e cada uma também esbarra em dificuldades; a questão deve permanecer aberta. Só um ponto é seguro: a atividade de Neemias em Jerusalém de 445 a 433 a.C.

Para a compreensão religiosa dos livros, isso é de interesse secundário. Segundo a intenção do autor, eles dão um quadro sintético, mas não deturpado, da Restauração judaica; e, para compreendê-la, é mais importante conhecer as ideias que a animaram do que a sequência exata dos fatos. Tirando partido da política religiosa liberal que os Aquemênidas aplicavam em seu império, os judeus voltam à Terra Prometida, restabelecem o culto, reconstroem o Templo, teerguem os muros de Jerusalém e vivem em comunidade, liderados por homens de sua raça e regidos pela Lei de Moisés. O que se Ihes pede é apenas uma lealdade, fácil de se guardar, ao poder central respeitoso de seus costumes. É um acontecimento de grande importância: trata-se do nascimento do judaísmo, preparado pelas longas meditações do Exílio e auxiliado pela intervenção de homens providenciais.

Depois de Zorobabel, que reconstruiu o Templo, mas cujos títulos messiânicos reconhecidos por Ageu e Zacarias (Ag 2,23; Zc 6,12s) o Cronista silencia, os pioneiros desta restauração foram Esdras e Neemias. Esdras é de fato o pai do judaísmo, com suas três ideias essenciais: a Raça eleita, o Templo, a Lei. Sua fé ardente e a necessidade de salvaguardar a comunidade renascente explicam a intransigência de suas reformas e o particularismo que ele impôs aos seus. E o patrono dos escribas e sua figura foi sempre crescendo na tradição judaica. Neemias se pôs a serviço das mesmas ideias, mas agiu num outro plano: na Jerusalém restaurada por ele e repovoada, ele dá a seu povo a possibilidade e o gosto de uma vida nacional. No seu documento, mais pessoal que o relatório de Esdras, se nos mostra sensível e humano, disposto a arriscar-se pessoalmente, mas prudente e reflexivo, apoiado em Deus a quem reza com frequência. Deixou uma grande recordação, e Ben Sirac canta o elogio daquele “que reergueu para nós as muralhas em ruínas” (Eclo 49,13).

Não é de se admirar que neste reagrupamento da comunidade em torno do Templo e sob a égide da Lei, o Cronista tenha visto uma realização do ideal teocrático que ele havia preconizado nas Crônicas. Bem sabe que esta realização é imperfeita e que é preciso esperar algo mais; porém, mais que nas Crônicas, ele depende dos documentos que reproduz: conserva o tom particularista deles, que as circunstâncias justificavam e, inspirado sem dúvida por uma honrada lealdade, respeita seu silêncio quanto à esperança messiânica. Escreve nos meados daquele período dos séculos IV e III antes de nossa era, que nos é tão mal conhecido e em que a comunidade de Jerusalém, voltada para si mesma, reconstrói-se em silêncio e cresce no aprofundamento espiritual.


Fonte: Bíblia de Jerusalém.

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Segundo Livro dos Reis

Capítulo Versículos Trecho
1 1-18
2 1-18 Elias é arrebatado ao céu e Eliseu lhe sucede VI. O Ciclo de Eliseu 1. Inícios
19-25 O poder de Eliseu
3 1-3 Reinado de Jorão em Israel (852-841) 2. A guerra moabita
4-27 Expedição de Israel e de Judá contra Moab
4 1-7 O óleo da viúva 3. Alguns milagres de Eliseu
8-37 Eliseu, a sunamita e seu filho
38-41 A panela envenenada
42-44 A multiplicação dos pães
5 1-27 A cura de Naamã
6 1-7 O machado perdido e encontrado
8-23 Eliseu captura todo um batalhão arameu 4. Guerras contra os arameus
24-31 A fome durante o cerco de Samaria
32-33 Eliseu anuncia o fim iminente da provação
7 1-2
3-8 Descoberta do acampamento arameu abandonado
9-20 Fim do cerco e da fome
8 1-6 Epilogo da história da sunamita
7-15 Eliseu e Hazael de Damasco
16-24 Reinado de Jorão em Judá (848-841)
25-29 Reinado de Ocozias em Judá (841)
9 1-10 Um discípulo de Eliseu confere a unção real a Jeú 5. História de Jeú
11-13 Jeú é proclamado rei
14-21 Jeú prepara a usurpação do poder
22-26 Assassínio de Jorão
27-29 Assassínio de Ocozias
30-37 Assassínio de Jezabel
10 1-11 Massacre da família real de Israel
12-14 Massacre dos príncipes de Judá
15-17 Jeú e Jonadab
18-27 Massacre dos fiéis de Baal e destruição do seu templo
28-36 Reinado de Jeú em Israel (841-814)
11 1-20 História de Atalia (841-835) 6. Do reinado de Atalia à morte de Eliseu
12 1-22 Reinado de Joás em Judá (835-796)
13 1-9 Reinado de Joacaz em Israel (814-798)
10-13 Reinado de Joás em Israel (798-783)
14-21 Morte de Eliseu
22-25 Vitória sobre os arameus
14 1-22 Reinado de Amasias em Judá (796-781) VII. Os dois reinos até a tomada de Samaria
23-29 Reinado de Jeroboão II em Israel (783-743)
15 1-7 Reinado de Ozias em Judá (781-740)
8-12 Reinado de Zacarias em Israel (743)
13-16 Reinado de Selum em Israel (743)
17-22 Reinado de Manaém em Israel (743-738)
23-26 Reinado de Faceias em Israel (738-737)
27-31 Reinado de Faceia em Israel (737-732)
32-38 Reinado de Joatão em Judá (740-736)
16 1-20 Reinado de Acaz em Judá (736-716)
17 1-4 Reinado de Oseias em Israel (732-724)
5-6 Tomada de Samaria (721)
7-23 Reflexões sobre a ruína do reino de Israel
24-41 Colonizações na Samaria
18 1-8 Introdução ao reinado de Ezequias (716-687) VIII. Últimos tempos do reino de Judá 1. Ezequias, o profeta Isaías e a Assíria
9-12 Relembrando a queda de Samaria
13-16 Invasão de Senaquerib
17-37 Missão do copeiro-mor
19 1-7 Apelo ao profeta Isaías
8-9a Partida do copeiro-mor
9b-19 Carta de Senaquerib a Ezequias
20-34 Intervenção de Isaías
35-37 Fracasso e morte de Senaquerib
20 1-11 Doença e cura de Ezequias
12-19 Embaixada de Merodac-Baladã
20-21 Conclusão do reinado de Ezequias
21 1-18 Reinado de Manassés em Judá (687-642) 2. Dois reis controvertidos
19-26 Reinado de Amon em Judá (642-640)
22 1-2 Introdução ao reinado de Josias (640-609) 3. Josias e a reforma religiosa
3-10 Descoberta do livro da Lei
11-20 Consulta à profetisa Hulda
23 1-3 Leitura solene da Lei
4-14 Reforma religiosa em Judá
15-20 A reforma se estende ao antigo reino do norte
21-23 Celebração da Páscoa
24-27 Conclusão sobre a reforma religiosa
28-30 Fim do reinado de Josias
31-35 Reinado de Joacaz em Judá (609) 4. A ruína de Jerusalém
36-37 Reinado de Joaquim em Judá (609-598)
24 1-7
8-9 Introdução ao reinado de Joaquin (598)
10-17 A primeira deportação
18-20a Introdução ao reinado de Sedecias em Judá (598-587)
20b Cerco de Jerusalém
25 1-7
8-21 Saque de Jerusalém e segunda deportação
22-26 Godolias, governador de Judá
27-30 A graça para o rei Joaquin

Fonte: Bíblia de Jerusalém.

Teoria do Valor Subjetivo

Como o Marxismo hoje em dia é praticamente “o ar que respiramos”, em termos econômicos, alguns podem pensar que a Teoria do Valor Subjetivo foi criada para refutá-lo. Mas não. Luis Saravía de la Calle, no século XVI, já se sabia que o preço não é produto dos custos envolvidos em sua produção, conforme abaixo (o grifo é meu):

Aqueles que medem o justo preço pelo trabalho, custos e riscos que corre a pessoa que comercia ou produz uma mercadoria, ou pelo custo do transporte e despesas de viagem […], ou pelo que o fabricante tem de pagar pela produção, riscos e mão de obra, cometem um grande erro, e erro ainda maior cometem aqueles que admitem um lucro de vinte ou dez por cento. Porque o justo preço tem origem na abundância ou escassez de mercadorias, comerciantes e dinheiro […], e não nos custos, trabalho e risco. Se tivéssemos de tomar em consideração o trabalho e risco para avaliar o justo preço, nenhum comerciante jamais sofreria perdas, nem se levaria em conta a abundância ou escassez de mercadorias. Os preços não são normalmente fixados com base nos custos. Por que um fardo de linho, trazido por via terrestre da Inglaterra com grande dispêndio, há de valer mais que um transportado por mar, com um gasto bem menor? Por que um livro escrito a mão há de valer mais que um impresso, quando este último tem os seus custos de produção mais bem planejados? O justo preço não depende dos custos, mas de como se avalia geralmente um bem.

Fonte: Citação em “Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental“, de Thomas E. Woods Jr., pág. 151.

Primeiro Livro dos Reis

Capítulo Versículos Trecho
1 1-3 Velhice de Davi I. A sucessão de Davi
4-10 Artifícios de Adonias
11-27 Intriga de Natã e de Betsabeia
28-40 Salomão, designado por Davi, é sagrado rei
41-53 O medo de Adonias
2 1-11 Testamento e morte de Davi
12-25 Morte de Adonias
26-35 O destino de Abiatar e de Joab
36-46 Desobediência e morte de Semei
3 1-3 Introdução II. História de Salomão, o magnífico 1. Salomão, o sábio
4-15 O sonho de Gabaon
16-28 O julgamento de Salomão
4 1-6 Os principais oficiais de Salomão
7-20 Os prefeitos de Salomão
5 1-8
9-14 A fama de Salomão
15-32 Preparativos para a construção do Templo 2. Salomão, o construtor
6 1-14 A construção do Templo
15-22 A decoração interna. O Santo dos Santos
23-30 Os querubins
31-36 As portas. O pátio
37 Datas
7 1-12 O palácio de Salomão
13-14 O bronzista Hiram
15-22 As colunas de bronze
23-26 O Mar de bronze
27-39 As bases rolantes e as bacias de bronze
40-51 A mobília do Templo. Resumo
8 1-9 Trasladação da Arca da Aliança
10-13 Deus toma posse do seu Templo
14-21 Discurso de Salomão ao povo
22-29 Oração pessoal de Salomão
30-40 Oração pelo povo
41-51 Suplementos
52-61 Conclusão da prece e bênção do povo
62-66 Os sacrifícios da festa da Dedicação
9 1-9 Nova aparição divina
10-14 Comércio com Hiram
15-24 A corveia de construção
25 O serviço do Templo
26-28 Salomão armador 3. Salomão, o comerciante
10 1-13 Visita da rainha de Sabá
14-25 A riqueza de Salomão
26-29 Os carros de Salomão
11 1-13 As mulheres de Salomão 4. As sombras do reinado
14-25 Os inimigos externos de Salomão
26-40 Revolta de Jeroboão
41-43 Fim do reinado
12 1-19 A assembleia de Siquém III. O cisma político e religioso
20-25 O cisma político
26-33 O cisma religioso
13 1-10 Condenação do altar de Betel
11-34 O homem de Deus e o profeta
14 1-20 Continuação do reinado de Jeroboão I (931-910) IV. Os dois reinos até Elias
21-31 Reinado de Roboão (931-913)
15 1-8 Reinado de Abiam em Judá (913-911)
9-24 Reinado de Asa em Judá (911-870)
25-32 Reinado de Nadab em Israel (910-909)
33-34 Reinado de Baasa em Israel (909-886)
16 1-7
8-14 Reinado de Ela em Israel (886-885)
15-22 Reinado de Zambri em Israel (885)
23-28 Reinado de Amri em Israel (885-874)
29-34 Introdução ao reinado de Acab (874-853)
17 1 Anúncio do castigo V. O ciclo de Elias 1. A grande seca
2-6 Na torrente de Carit
7-16 Em Sarepta. O milagre da farinha e do óleo
17-24 A ressurreição do filho da viúva
18 1-15 Encontro de Elias com Abdias
16-19 Elias e Acab
20-40 O sacrifício no Carmelo
41-46 O fim da seca
19 1-8 A caminho do Horeb 2. Elias no Horeb
9-18 O encontro com Deus
19-21 Vocação de Eliseu
20 1-12 Samaria é sitiada 3. Guerras contra os arameus
13-21 Vitória israelita
22-25 Entreato
26-34 Vitória de Afec
35-43 Um profeta condena a atitude de Acab
21 1-3 Nabot recusa-se a ceder sua vinha 4. A vinha de Nabot
4-7 Acab e Jezabel
8-16 Assassínio de Nabot
17-26 Elias fulmina a condenação divina
27-29 Arrependimento de Acab
22 1-4 Acab planeja uma expedição a Ramot de Galaad 5. Nova guerra contra os arameus
5-12 Os falsos profetas predizem a vitória
13-28 O profeta Miqueias prediz o fracasso
29-38 Morte de Acab em Ramot de Galaad
39-40 Conclusão do reinado de Acab 6. Depois da morte de Acab
41-51 Reinado de Josafá em Judá (870-848)
52-54 O rei Ocozias de Israel (853-852)

Fonte: Bíblia de Jerusalém.