Segundo Livro de Samuel

Capítulo Versículos Trecho
1 1-16 Davi toma conhecimento da morte de Saul
17-27 Elegia de Davi sobre Saul e Jônatas
2 1-4a Sagração de Davi em Hebron IV. Davi 1. Davi, rei de Judá
4b-7 Mensagem ao povo de Jabes
8-11 Abner impõe Isbaal como rei de Israel
12-32 Guerra entre Judá e Israel. Batalha de Gabaon
3 1
2-5 Filhos de Davi nascidos em Hebron
6-11 Rompimento entre Abner e Isbaal
12-21 Abner negocia com Davi
22-39 Assassínio de Abner
4 1-12 Assassínio de Isboset
5 1-5 Coroação de Davi como rei de Israel 2. Davi, rei de Judá e de Israel
6-12 Conquista de Jerusalém
13-16 Filhos de Davi nascidos em Jerusalém
17-25 Vitórias sobre os filisteus
6 1-23 A Arca em Jerusalém
7 1-17 Profecia de Natã
18-29 Oração de Davi
8 1-14 As guerras de Davi
15-18 A administração do reino
9 1-13 Bondade de Davi para com o filho de Jônatas 3. A família de Davi e as intrigas pela sucessão A. Mefibaal
10 1-5 Insulto aos embaixadores de Davi B. A guerra amonita. Nascimento de Salomão
6-14 Primeira expedição militar amonita
15-19 Vitória sobre os arameus
11 1-27 Segunda campanha amonita. O pecado de Davi
12 1-15a Natã repreende Davi. Arrependimento de Davi
15b-25 Morte do filho de Betsabeia. Nascimento de Salomão
26-31 Conquista de Rabá
13 1-22 Amnon ultraja sua irmã Tamar C. História de Absalão
23-37 Absalão manda assassinar Amnon e foge
38-39 Joab negocia a volta de Absalão
14 1-24
25-27 Alguns dados sobre Absalão
28-33 Absalão obtém o perdão
15 1-6 As intrigas de Absalão
7-12 Revolta de Absalão
13-23 Fuga de Davi
24-29 O destino da Arca
30-37 Davi se certifica da colaboração de Cusai
16 1-4 Davi e Siba
5-14 Semei amaldiçoa a Davi
15-19 Cusai une-se a Absalão
20-23 Absalão e as concubinas de Davi
17 1-16 Cusai desfaz os planos de Aquitofel
17-23 Davi, avisado, atravessa o Jordão
24-29 Absalão atravessa o Jordão. Davi em Maanaim
18 1-8 Derrota do exército de Absalão
9-18 Morte de Absalão
19-32 A noticia é levada a Davi
19 1-9a O sofrimento de Davi
9b-15 Preparação para a volta de Davi
16-24 Episódios da volta: Semei
25-31 Mefibaal
32-40 Berzelai
41-44 Judá e Israel disputam o rei
20 1-3 Revolta de Seba
4-13 Assassínio de Amasa
14-22 Fim da revolta
23-26 Os altos oficiais de Davi
21 1-14 A grande fome e a execução dos descendentes de Saul V. Apêndices
15-22 Feitos heroicos contra os filisteus
22 1-51 Salmo de Davi
23 1-7 Últimas palavras de Davi
8-39 Os valentes de Davi
24 1-9 O recenseamento do povo
10-17 A peste e o perdão divino
18-25 Construção de um altar

Fonte: Bíblia de Jerusalém.

Nossa Senhora das Dores e os mistérios gozosos

nossa-senhora-das-dores

Quis o “acaso” que hoje, dia de Nossa Senhora das Dores, caísse numa segunda-feira, dia dos mistérios gozosos do terço.

Enquanto caminhava para casa, após a missa, rezando o terço, percebi uma aparente contradição: boa parte dos mistérios gozosos (supostamente ligados a gozo, contentamento) são referência a momentos dolorosos da vida de Maria:

O primeiro e segundo mistérios (anunciação e visitação a Santa Isabel, respectivamente), não têm nenhuma referência direta a nenhuma dor, apesar do fato de o “sim” dado durante a anunciação ser a causa de todas as dores por que ela passou.

Já os outros três mistérios estão todos entre as sete dores de Maria: o nascimento de Jesus (3º mistério), além das óbvias dores do parto, remete também à dor de ter que fugir para o Egito. Já a apresentação de Jesus no Templo (4º mistério) é o momento em que Maria ouve a profecia de Simeão: “e a ti, uma espada traspassará tua alma”. O 5º mistério nos lembra a grande dor de “perder” o Menino Jesus por três dias, até finalmente encontrá-lo no templo, entre os doutores.

Que nesse dia nos lembremos das dores por que Maria passou para que a salvação viesse a nós!

Resposta detalhada – aborto

Volto aqui, depois de quase um ano, pra completar a resposta que dei ao comentário da Jéssica.

Vou inverter a ordem cronológica dos acontecimentos, e colocar primeiro a minha resposta e depois o comentário dela, com comentários que farei agora.

Minha resposta, na época:

Obrigado pelo comentário, Jéssica. Você levantou tantos pontos que seria necessário fazer um post só sobre isso. Vou ver se em breve consigo um tempo pra comentar ponto a ponto. Enquanto isso, um resumo:

Você praticamente já resumiu a minha resposta no seu primeiro parágrafo: “ninguém tem o direito de ceifar uma vida, esteja esse ser em gestação ou já nascido”. Eu acrescentaria só mais uma palavra para o seu texto ficar exato: “inocente”.

Afinal, há casos em que matar pode ser justificado: legítima defesa, os casos raríssimos em que a pena de morte pode ser aceitável, etc. Porém, esses casos só são aceitáveis por causa da existência de uma ação que a justifique. Se um bandido invadiu a sua casa e te deu um tiro, você pode matar esse bandido sem dor na consciência, pois você tem um motivo mais do que justo para fazê-lo: a sua reação foi proporcional à agressão.

Mas matar um ser inocente? Que ação desse ser poderia ser proporcional a isso? Nenhuma, claro. Portanto, o centro da questão é: no momento que você admite a possibilidade de matar um inocente para resolver um problema seu ou de outra pessoa, você perdeu totalmente o senso das proporções, e portanto será capaz de fazer o que for preciso pelo seu objetivo de “resolver” o problema, seja isso imoral ou não.

Os casos que você citou (estupros de adolescentes, etc.) são realmente revoltantes e comoventes e a princípio até dão uma certa dúvida, mas quando você pensa no parágrafo que eu coloquei acima, qualquer dúvida cessa imediatamente. A ação deve ser punida: o estuprador preso, o abusador também, mas o bebê é totalmente inocente na história.

Assim, o que a princípio parece complicado, se torna claro: não há motivo que justifique a morte de um inocente.

Tem um filme que, apesar de não ter relação alguma sobre o tema do aborto, toca nesse assunto da proporcionalidade entre ação e reação (o benefício conseguido e o preço pago por ele). Trata-se do filme “A Caixa” (The Box). Vale a pena assistir.

Desculpe dar uma resposta assim tão rápida, mas vou ver se consigo responder ponto a ponto assim que puder.

A pergunta dela, com comentários adicionais, feitos agora:

Olá, é a primeira vez que acesso o blog e gostei muito.
Sou contra o aborto. Acredito que ninguém tem o direito de ceifar uma vida, esteja esse ser em gestação ou já nascido.

Essa parte já foi bem respondida, vamos aos outros pontos:

Alguns seres humanos são abomináveis em pensar que podem decidir se a vida de alguém vai continuar ou não.

Esse é um ponto importantíssimo que passa despercebido por muitas pessoas: o autoritarismo por trás de quem defende o aborto. E não é coincidência que seja justamente o autoritarismo o mais citado como argumento contra o aborto: querem, através do “acuse-os do que você faz”, passar o autoritarismo para quem é contra o aborto, dizendo que é uma ingerência contra “o corpo da mulher”. Não, não é. São dois corpos unidos, mas distintos. Qualquer um que entenda um pouco de Biologia consegue perceber isso. E quanto mais se aprende, quanto mais descobertas científicas aparecem nessa área, mais isso se confirma.

Aborto, guerras, assassinatos, são crimes horríveis e na minha opinião estão todos no mesmo nível de crueldade e até, se não for exagero, insanidade.

Entendo sua posição, apesar de não concordar com ela. O aborto está em um nível de crueldade muito maior que os outros exemplos por um simples motivo: o feto não tem a mais mínima possibilidade de se defender, enquanto que a população envolvida em guerras e assassinatos podem ao menos tentar se defender na maioria dos casos.

A questão do aborto sempre me deixou em parafusos, pois traz (na minha consciência) muitas questões latentes, por exemplo, casos de estupros ou crianças de 12, 13 anos que engravidam sem orientação alguma ou até mesmo foram abusadas sexualmente e também pensando como estão cheios de crianças a procura de um lar, os orfanatos e outras entidades, até na rua.

Sim, todos esses problemas são graves, mas “two wrongs don’t make a right” (dois errados não fazem um certo), ou “um erro não justifica outro”, como se diz por aqui. Matar o filho não pune o culpado do estupro, do abuso ou da falta de formação do menor, mas pune uma criatura 100% inocente de todos os episódios citados.

Quanto às crianças que precisam de um lar, o aborto também não resolve o problema delas, pois uma pessoa que está disposta a assassinar o próprio filho certamente não estará disposta a adotar o filho de outra pessoa.

Sendo minha opinião contra o aborto, seria correto pensar que as gestações desses casos devem ser mantidas, pois não se tem o direito de matar esse ser, que não tem culpa alguma. Em contrapartida eu fico pensando como pessoas sem condições de criar e educar uma criança têm filhos, pessoas que além de não conseguirem criar adequadamente, também não sabem dar amor, não têm condições de encaminhar um filho a um bom caminho. E acredito que muitas dessas mulheres “sem qualquer condição” de ter um filho são as que fazem o aborto e se não o fizessem, seria mais uma criança a ser suportada (no sentido de dar suporte mesmo) pelas pessoas da sociedade. E quando falo em “condições de criar”, não me refiro a nível de poder aquisitivo, não, me refiro a ser adequado, porque existem muitos ricos que estão por fora do que é criar uma criança e dar amor, assistência e atender as necessidades básicas. Vira um circulo vicioso.

Novamente temos um problema grave, mas cuja resposta não está em matar o filho. Afinal, se fosse assim, não haveria problema algum matar um filho já nascido. A justificativa “já que ele não terá uma criação adequada, é preferível matá-lo” vale tanto para os não nascidos como para os já nascidos. Percebe-se, portanto, que como estamos falando de uma justificativa inaceitável para um caso (o do já nascido), não faz sentido torná-la aceitável em outro caso (o do não nascido), a não ser que haja uma diferença substancial que justifique essa distinção. A mera localização física do assassinado (dentro ou fora da barriga da mãe) certamente não é um argumento que justifique esse ato bárbaro.

Por isso, apesar de ser contra o aborto, as questões que esse assunto me trazem são tão complicadas.
Gostaria de saber a opinião de vocês sobre essas questões.

Em primeiro lugar, cabe esclarecer que não há nenhum “vocês” aqui. O blog é pessoal, e quem escreve sou só eu. Não há nenhuma equipe por trás desse blog. Em segundo lugar, repito o que já havia dito há quase um ano: “o que a princípio parece complicado, se torna claro: não há motivo que justifique a morte de um inocente”. A questão só parece complicada porque as pessoas insistem em inventar complicações que não existem. E não estou falando de você, Jéssica, mas de ideólogos que jogam essas coisas nas nossas cabeças e às vezes nem percebemos.

Bom, espero ter esclarecido tudo, apesar da grande demora. Não estava lembrando dessa dívida, então peço perdão pelo atraso.

Primeiro Livro de Samuel

Capítulo Versículos Trecho
1 1-8 A peregrinação a Silo I. Samuel 1. A infância de Samuel
9-18 A oração de Ana
19-28 Nascimento e consagração de Samuel
2 1-11 Cântico de Ana
12-17 Os filhos de Eli
18-21 Samuel em Silo
22-26 Ainda os filhos de Eli
27-36 Anúncio do castigo
3 1-21 Deus chama Samuel
4 1-11 Derrota dos israelitas e captura da Arca 2. A arca na mão dos filisteus
12-18 A morte de Eli
19-22 Morte da mulher de Fineias
5 1-12 Aborrecimentos dos filisteus com a Arca
6 1-12 Devolução da Arca
13-19 A Arca em Bet-Sames
20-21 A Arca em Cariat-Iarim
7 1
2-17 Samuel, juiz e libertador
8 1-9 O povo pede um rei II. Samuel e Saul 1. Instituição da realeza
10-22 Os inconvenientes da realeza
9 1-10 Saul e as jumentas de seu pai
11-26a Saul encontra Samuel
26b-27 A sagração de Saul
10 1-8
9-16 Volta de Saul
17-27 Saul é designado rei por sorteio
11 1-11 Vitória contra os amonitas
12-15 Saul é proclamado rei
12 1-25 Samuel se retira perante Saul
13 1-7a Revolta contra os filisteus 2. Começo do reinado de Saul
7b-15 Ruptura entre Samuel e Saul
16-23 Preparativos para o combate
14 1-14 Jônatas ataca o posto avançado
15-23a Batalha geral
23b-30 Uma proibição de Saul violada por Jônatas
31-35 Falta ritual do povo
36-46 Jônatas, reconhecido como culpado, é salvo pelo povo
47-52 Resumo do reinado de Saul
15 1-9 Guerra contra os amalecitas
10-23 Saul é rejeitado por Iahweh
24-31 Saul implora inutilmente o seu perdão
32-35 Morte de Agag e partida de Samuel
16 1-13 Unção de Davi III.Saul e Davi 1. Davi na corte
14-23 Davi entra a serviço de Saul
17 1-11 Golias desafia o exército israelita
12-31 Davi chega ao campo de batalha
32-39 Davi se apresenta para aceitar o desafio
40-54 O combate singular
55-58 Davi vencedor é apresentado a Saul
18 1-5
6-16 Origem da inveja de Saul
17-30 Casamento de Davi
19 1-7 Jônatas intercede por Davi
8-10a Atentado de Saul contra Davi 2. Fuga de Davi
10b-17 Davi é salvo por Micol
18-24 Saul e Davi com Samuel
20 1-42 Jônatas facilita a partida de Davi
21 1
2-10 A parada em Nob
11-16 Davi com Aquis
22 1-5 Davi começa a sua vida errante 3. Davi, chefe de bando
6-23 Massacre dos sacerdotes de Nob
23 1-14 Davi em Ceila
15-18 Davi em Horesa. Visita de Jônatas
19-28 Davi escapa de Saul por pouco
24 1-23 Davi poupa Saul
25 1-44 Morte de Samuel — História de Nabal e de Abigail
26 1-25 Davi poupa a vida de Saul
27 1-4 Davi refugia-se em Gat 4. Davi entre os filisteus
5-12 Davi, vassalo de Aquis
28 1-2 Os filisteus fazem guerra contra Israel
3-25 Saul e a feiticeira de Endor
29 1-11 Davi é despedido pelos chefes filisteus
30 1-31 Campanha contra os amalecitas
31 1-13 Batalha de Gelboé. Morte de Saul

Fonte: Bíblia de Jerusalém.