O poder da internet

A tradução que eu fiz no último post fez o meu blog “bombar”. Até ontem era um blog desinteressante, despretensioso, feito para mim mesmo, com umas postagens meio soltas, sem organização alguma, e cujo número de acessos em um dia nunca tinha passado de 30. De repente aparecem 4.714 visitantes em um dia, e mais de 20 mil visitantes no outro (até agora). Foi o efeito inesperado de uma ação despretensiosa.

Isso tudo aconteceu porque decidi traduzir um texto que achei interessante. Só isso. Como tenho amigos que não conseguem ler em inglês, e como achei a história muito interessante, resolvi fazê-la acessível a eles. Um texto que era para ser compartilhado apenas com os amigos mais próximos acabou sendo compartilhado com milhares de desconhecidos, do mundo todo (esse texto foi lido em mais de 50 países, de todos os continentes).

E com os acessos vêm os comentários. Alguns elogiando, outros discordando, inclusive uns dos outros, muito engraçado. Imaginem se o assunto fosse polêmico! E como o intuito nunca foi defender uma tese ou algo que o valha, mas apenas compartilhar um texto, decidi aprovar todos os comentários e não me meter nas discussões. Essa polêmica não me interessa.

Mas o que mais me impressionou nisso tudo foi sentir tão de perto o poder da internet. Tá, eu sei que isso é uma realidade, que qualquer “Rei do Camarote” consegue milhões de acessos em poucas horas, que os protagonistas do “Para noooooossa alegria!” acabaram parando na TV, etc., mas uma tradução despretensiosa? Feita por alguém que nem é tradutor, e que, inclusive, teve que corrigir um erro de tradução graças à dica de um amigo (that’s what friends are for, Bruno! Valeu!)? Eu fiquei, e ainda estou impressionado de ver isso acontecendo. Se eu consegui um alcance tão amplo sem ter a menor intenção de fazê-lo, imagine o poder que está nas mãos de quem faz isso propositalmente…

Nessas horas a gente percebe e o motivo de os poderosos estarem tão incomodados com a Internet, a ponto de quererem “regulamentá-la” (controlá-la, na verdade) a todo custo…

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